sábado, 23 de julho de 2011

O texto sobre a festa de animes que devia ir para o Blog Sou do Norte (mas não foi)

Atenção: Esse texto nunca foi publicado no Blog Sou do Norte. Ele é da minha total e completa autoria e responsabilidade. O texto é sobre as impressões que eu tive do evento chamado Amapanime e que, por razões óbvias, eu nunca tive coragem de mostrar a minha querida amiga Camila karina. Aí vai :


O inferno fede a punheta


Acabo de voltar do evento Amapanime. Estou sem internet. Ainda estou com o olho roxo. Meu nariz ainda sangra. As aftas que me impediam de mastigar e engolir a minha refeição desapareceram.Agora, eu posso beber agua, agora eu posso, finalmente, ficar livre do anestésico tópico que a minha mãe me deu para abreviar a dor insuportável que as aftas provocam.Ele era bastante eficiente. 15 minutos de dormência. Depois, a dor voltava pior.Muito pior. Isso é passado agora. Desse terrível só resta pequenas marcas embranquiçadas no meu lábio inferior.

Quando nós chegamos no Amapanime, o relógio marcava 16 horas e alguma coisa. O sol ainda estava muito forte. Não nos cobraram entrada. Acho que a organização do evento já estava cansada demais para ficar embaixo do sol cobrando quilos de arroz , feijão e toda essa merda.Minha mãe nunca gostou de ir em eventos que a entrada é o quilo de alguma comida "não perecivel". Ela acredita que o profissional que respeita o seu trabalho, cobra por ele.E cobra caro.

O amapanime estava dividido em dois públicos. O público que gosta de anime e que se sujeita as mazelas de gostar dessas coisas( exemplo:se vestir de majin boo sob um sol escaldante, pular em um tapete idiota fazendo poses constrangedoras e muito mais). O outro público é o que veio ver as bandas ( que estavam muito atrasadas).Esse tipo de iniciativa de colocar dois públicos em um evento feito especificamente só para um é,no minimo,desastrada.

Na verdade, eu sei lá se é desastrada ou não. Eu, Igor Reale Alves, sou um exemplo de vergonha alheia.Uma dia desses, eu estava andando na rua, quando eu percebi que estava indo no mesmo caminho que uma mulher e sua pequena filha de quatro anos. Eu continuei andando atrás delas e as duas aceleraram o passo com medo de mim. Muito medo, aliás. Era quatro horas da tarde. A hora dos pedófilos passearem de carro pela cidade, observando a doçura sem fim das crianças, o seu sorriso inocente, as suas roupinhas coloridas. Voltei para casa e imaginei como seria se eu estivesse fantasiado de majin boo ou algo do tipo? Fiquei pensando nisso por um bom tempo e depois parei.

Queria que a minha internet estivesse de volta. Minha internet sempre foi uma boa companheira.Tenho certeza que ela seria uma boa companheira agora.Estou viciado em realitys shows comportamentais do discovery health & people.Supernanny é o meu favorito. Durmo e sonho com os meus filhos imaginários aprontando peripécias terríveis que eu não sei como controlar.Então, eu chamo uma gorda de óculos e sotaque inglês. Ela me repreende por ser um péssimo pai para os meus filhos. Ela me põe no banco de castigo, me dá uns tapas, me deixa com olho roxo, caga no chão e me força a lamber. Sim, depois disso eu serei disciplinado. Para sempre.








 

2 comentários:

  1. Hahahaha... Ficou muiito firme o final.

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  2. HUAHUAHUAHUAHAUHAU!
    eeeeeeeeeeeeeeeh, de volta ao maravilhoso mundo da internet.

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